A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Brusque deu início, em agosto, à implementação do ambicioso projeto "Brincar é coisa séria". A iniciativa tem como meta principal a aquisição e distribuição de 800 kits de brinquedos pedagógicos, cuidadosamente selecionados para estimular o desenvolvimento de crianças e adolescentes assistidos pela entidade. O programa se estenderá até julho de 2027, abrangendo não apenas a entrega de materiais, mas também a realização de palestras e ações de orientação direcionadas tanto às famílias quanto aos profissionais da educação.

O "Brincar é coisa séria" foi viabilizado através do Fundo da Infância e do Adolescência (FIA), na modalidade Chancela, um formato que permite à entidade captar recursos após aprovação do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cmdca). O objetivo central do projeto é democratizar o acesso a brinquedos que desempenham um papel crucial no desenvolvimento cognitivo, sensorial, motor e social das crianças atendidas pela Apae, com um foco especial naquelas em situação de vulnerabilidade social.

Os kits de brinquedos pedagógicos serão prioritariamente destinados a crianças cujas famílias estejam inscritas ativamente no Cadastro Único (CadÚnico), garantindo que o auxílio alcance os mais necessitados. Esta é a primeira vez que a Apae de Brusque consegue aprovação e financiamento por meio da modalidade FIA Chancela, um marco significativo para a instituição. O sucesso na captação de recursos foi possível graças ao apoio de empresas parceiras, que contribuíram com um montante de R$ 297.264,37.

Este valor arrecadado será integralmente destinado à compra dos brinquedos, ao pagamento de palestrantes para as atividades educativas e ao repasse do percentual legalmente previsto ao FIA. Segundo Anelyn Pinheiro, orientadora pedagógica e articuladora de Educação Especial da Apae de Brusque, a concepção do projeto nasceu da percepção da importância lúdica no desenvolvimento infantil, especialmente para crianças com deficiência. "O projeto visa principalmente à questão da brincadeira. A forma de trabalhar com as crianças é muito lúdica, e com esse projeto pensamos em viabilizar materiais para aquelas que muitas vezes não têm condições de adquirir brinquedos", explicou Pinheiro, ressaltando o caráter transformador da iniciativa.