A Secretaria Municipal de Saúde de Brusque, por meio de sua diretora de Vigilância em Saúde, Carol Maçaneiro, veio a público nesta sexta-feira (12 de junho) para detalhar os desdobramentos da suspensão preventiva da vacina contra a dengue, produzida pelo Instituto Butantan e anunciada pelo Ministério da Saúde. Em entrevista, Maçaneiro explicou a condução da medida em nível nacional e seus impactos diretos no município.

Segundo a pasta municipal, o imunizante do Butantan foi utilizado em Brusque de forma restrita, aplicado exclusivamente em 360 profissionais da Atenção Básica e agentes de endemias. Essas doses foram encaminhadas pelo Ministério da Saúde, integrando o Programa Nacional de Imunizações. A diretora enfatizou que a decisão ministerial é de caráter preventivo, motivada pela identificação de um sinal de segurança sob investigação pelas autoridades sanitárias, e não implica em uma relação definitiva entre a vacina e os eventos adversos em análise.

Em Brusque, a última aplicação da vacina suspensa ocorreu em 1º de junho. Atualmente, quatro profissionais que receberam o imunizante ainda se encontram no período de monitoramento de 21 dias, recomendado pelo Ministério da Saúde, e estão sob acompanhamento das equipes da Secretaria Municipal de Saúde. Maçaneiro aproveitou para reforçar orientações aos vacinados, pedindo atenção a sintomas como febre, dor de cabeça, dores no corpo, náuseas, vômitos, manchas vermelhas e sangramentos, e a busca imediata por atendimento médico em caso de sinais de alerta como dor abdominal intensa, vômitos persistentes ou sonolência excessiva.

A diretora também destacou a importância da continuidade da vacinação contra a dengue para adolescentes, utilizando um imunizante de outro laboratório (Takeda), que não possui relação com a vacina sob análise. Ela ressaltou que esta vacinação é fundamental para prevenir casos graves e hospitalizações. Além disso, Maçaneiro abordou as campanhas de vacinação em andamento, como a da gripe, e a necessidade de manter a carteira de vacinação atualizada, além de ações de combate ao mosquito Aedes aegypti e a participação da população na eliminação de criadouros do inseto, reforçando a confiança nas vacinas como ferramenta essencial de saúde pública.