Um diagnóstico apresentado nesta quarta-feira (22) revela um cenário preocupante para o futuro habitacional de Brusque. Segundo o estudo "Habitação para o Desenvolvimento Econômico de Brusque", realizado pelo Instituto de Desenvolvimento Econômico Local (Instituto DEL), a Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (FACISC) e a Prefeitura Municipal, a cidade poderá necessitar de até 7.815 novas moradias até o ano de 2050. A projeção leva em conta um crescimento populacional que pode levar o município a ultrapassar os 260 mil habitantes, um aumento significativo em relação aos atuais 155,3 mil moradores estimados para 2025.

O estudo detalha que o déficit habitacional atual em Brusque é de aproximadamente 4.660 moradias. A principal causa identificada é o comprometimento excessivo da renda familiar com o pagamento de aluguéis, representando 77,6% do problema. Outros fatores incluem situações de coabitação familiar, imóveis alugados com adensamento excessivo e condições precárias de moradia. A análise também aponta que a construção civil tem acompanhado o crescimento da cidade, com um aumento expressivo no número de empresas e empregos formais no setor nas últimas décadas.

A pesquisa enfatiza a importância da habitação como motor do desenvolvimento econômico. Um investimento simulado de R$ 25 milhões na construção de 100 moradias poderia gerar cerca de R$ 45 milhões na economia local, com um retorno de R$ 1,80 para cada R$ 1 investido. O presidente do Instituto DEL, Alexsandro Bastos, destacou a necessidade de unir os setores da sociedade para encontrar soluções, ressaltando que a falta de moradia adequada afeta diretamente a permanência de trabalhadores na cidade e o desenvolvimento econômico.

Diante desse cenário, uma parceria entre a Câmara de Vereadores, a Prefeitura, a Associação Empresarial de Brusque (ACIBr), a CDL Brusque, o Sindilojas, o Instituto DEL e a FACISC busca transformar os dados do diagnóstico em ações concretas. O objetivo é auxiliar o município no desenvolvimento de projetos habitacionais, como o programa Casa Catarina, e explorar modelos de construção de moradias por empresas para seus funcionários. A iniciativa visa aproximar o poder público e o setor empresarial na busca por soluções que garantam moradia digna e impulsionem o crescimento sustentável de Brusque.