A ação penal envolvendo Renan Bolsonaro, relacionada a acusações de lavagem de dinheiro, foi oficialmente encerrada após a concessão de um habeas corpus pelo ministro Messod Azulay Neto, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A decisão judicial reconheceu a "atipicidade da conduta" para o crime remanescente, enquanto a defesa afirma que outras acusações já haviam sido afastadas pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios. Contudo, o encerramento da ação não dissipou as complexas questões sobre a estratégia adotada pelo filho do ex-presidente.
Apesar da defesa sustentar que Renan Bolsonaro foi vítima de um estelionatário que teria "conseguido a senha dele" para praticar irregularidades, uma dúvida central persiste: por que ele optou por quitar uma dívida de mais de R$ 400 mil com o banco Santander, em vez de recorrer à Justiça para anular o débito e responsabilizar o suposto golpista? Juristas apontam que a jurisprudência do próprio STJ, consolidada na Súmula 479, estabelece que instituições financeiras são objetivamente responsáveis por fraudes praticadas por terceiros em suas operações. Tal entendimento é frequentemente usado por vítimas para anular dívidas e buscar indenizações.
Ao ser questionado sobre a razão da quitação da dívida e a ausência de uma ação judicial contra o alegado estelionatário, o advogado de Renan Bolsonaro, Admar Gonzaga, deu respostas evasivas. Ele afirmou que "o banco não quer saber de ter pena de vc, quer apenas o dinheiro de volta" e classificou perguntas sobre uma possível ação contra o fraudador como "questão de foro particular e não público". A postura, no entanto, levanta ainda mais questionamentos, visto que a contestação judicial e a busca por reparação são caminhos usuais para vítimas de fraudes. A falta de clareza é notável, especialmente porque Renan Bolsonaro é pré-candidato a deputado federal por Santa Catarina.
Em outros destaques do cenário político, o deputado estadual Antídio Lunelli (MDB) recusou o convite para concorrer ao Senado, optando pela reeleição e deixando em aberto a segunda vaga para a disputa em Santa Catarina. Já a vereadora Tânia Ramos (Psol), de Florianópolis, segue internada na UTI após um AVC isquêmico, com informações de que seu quadro é estável e os procedimentos para extubação foram iniciados. Nacionalmente, o jornalista Alexandre Oltramari foi anunciado como novo marqueteiro do pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), enquanto em Santa Catarina, Giovani Nunes, ex-prefeito de São Joaquim, assumiu a secretaria-adjunta de Estado do Turismo. No âmbito da educação, o estado se aproxima de um triste recorde com 21 casos de assédio sexual contra alunos registrados neste ano na rede estadual de ensino.

