A Comissão de Saúde da Câmara de Vereadores de Brusque anunciou a prorrogação por mais 90 dias do prazo para a fiscalização das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do município. A decisão foi tomada para permitir que os parlamentares não apenas identifiquem os problemas existentes, mas também acompanhem de perto a efetividade das soluções propostas pela Secretaria Municipal de Saúde. O objetivo é consolidar um relatório técnico aprofundado, com sugestões concretas para aprimorar o atendimento à população.
Durante as visitas às unidades, a comissão identificou diversas falhas, incluindo a carência de profissionais de saúde, escassez de medicamentos e vacinas, além de dificuldades no suprimento de materiais básicos. Um dos fatores apontados para a ocorrência desses problemas é o atraso na entrega de produtos por fornecedores contratados via licitação, o que interfere diretamente no funcionamento dos serviços públicos essenciais.
Outro ponto crucial levantado pela comissão é a alta demanda enfrentada pelas UBSs e hospitais. Observou-se que muitos pacientes buscam atendimento hospitalar para situações que poderiam ser resolvidas nas unidades básicas, sobrecarregando os serviços de urgência e emergência. Para mitigar essa questão, defende-se a realização de campanhas educativas que esclareçam à população quais tipos de atendimento são adequados para cada nível de unidade de saúde.
Paralelamente, a comissão está dedicando atenção especial à análise dos contratos entre a Prefeitura de Brusque e os hospitais Dom Joaquim e Azambuja. A investigação visa detalhar os serviços que o município contrata e esclarecer eventuais divergências apontadas entre o poder público e as instituições hospitalares. A expectativa é que a comissão possa mediar e facilitar a busca por acordos e soluções satisfatórias para todas as partes envolvidas.
Até o momento, os vereadores já inspecionaram todas as 27 Unidades Básicas de Saúde de Brusque, produzindo 27 relatórios individuais e reunindo mais de 500 registros fotográficos. Um relatório preliminar, com aproximadamente 190 páginas, foi elaborado e está sendo complementado com depoimentos de servidores, moradores e sugestões da comunidade. O documento final será apresentado em audiência pública antes de ser encaminhado aos órgãos competentes para as devidas providências.

