O senador Esperidião Amin (PP), em visita a Brusque na semana passada, concedeu entrevista ao jornal O Município, abordando sua pré-candidatura à reeleição e as dinâmicas políticas em Santa Catarina. Em sua análise, Amin direcionou críticas à postura do Partido Liberal (PL) e do governador Jorginho Mello na formação de alianças para as próximas eleições.

Amin declarou estar preparado tanto para a vitória quanto para a derrota, mas ressaltou sua determinação em não "fugir" do processo eleitoral. Ele comentou sobre a concorrência que enfrentará, incluindo Carlos Bolsonaro e a deputada Caroline de Toni, ambos do PL e apoiados pelo atual governador. O senador avaliou que o PL, ao se confundir com o bolsonarismo, "dispensou parceiros" históricos, como o MDB, em busca de maior força.

"O PL é um partido, um número muito forte, que se confunde com o bolsonarismo e com o ex-presidente Bolsonaro. E se acha tão forte que dispensou parceiros", pontuou Amin. Ele complementou, "O estado de Santa Catarina não foi construído pelo PL. O PL dispensou parceiros históricos, como o MDB, por exemplo". Essa decisão do governador, segundo Amin, é um direito dele, mas marca uma ruptura com alianças anteriores.

Diante desse cenário, o PP de Amin aliou-se ao MDB e ao PSD, que tem João Rodrigues como pré-candidato a governador. O senador acredita que essa fragmentação eleitoral é benéfica para o eleitorado de centro-direita, que terá "o eleitor da centro-direita vai escolher" entre mais opções, e não um candidato único. Ele também argumentou que a existência de uma oposição forte obriga o atual governador a "afinar o discurso" e eleva o "nível do debate na eleição forçosamente". Em relação às eleições presidenciais, o senador indicou que seu partido tende a apoiar Flávio Bolsonaro, apesar das recentes divergências.