O 4º Arraiá Solidário, realizado no Pavilhão da Fenarreco em Brusque, colocou a agricultura familiar em evidência, servindo como um importante palco para produtores locais comercializarem seus alimentos e demais itens de cultivo familiar. A iniciativa proporcionou um canal de venda direta, estreitando a relação entre quem produz e quem consome, com o objetivo primordial de estimular o consumo de produtos regionais e robustecer a força dos pequenos agricultores, que encontram nesses eventos uma vitrine essencial para seu trabalho e uma fonte de renda a partir de suas propriedades.
A agricultura familiar, segundo Precila Villar, diretora de Movimento Econômico da Prefeitura de Brusque, é caracterizada pelo envolvimento de famílias na produção primária, como o cultivo de alimentos e atividades agropecuárias, sem a intervenção de processos de industrialização em larga escala. Esse caráter artesanal e a origem conhecida dos produtos atraem um público cada vez maior, que busca alimentos frescos, com procedência garantida, e valoriza práticas sustentáveis e alinhadas aos ciclos naturais.
Eventos como o Arraiá Solidário e a Feira Brusquense de Páscoa desempenham um papel crucial na inserção de pequenos produtores no mercado formal. A Prefeitura, por meio da Diretoria de Movimento Econômico e da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, trabalha ativamente para fomentar a formalização, mostrando aos produtores as vantagens de obter um cadastro, emitir notas fiscais e ter acesso a linhas de crédito e financiamentos. Essa ação conjunta visa transformar o trabalho informal em uma atividade economicamente mais estruturada e vantajosa para os agricultores.
A proximidade entre produtores e consumidores é um dos benefícios mais palpáveis dessas feiras. Precila Villar ressalta que os consumidores demonstram grande apreço em adquirir produtos cultivados em Brusque e cidades vizinhas como Guabiruba, fortalecendo o senso de comunidade e o conhecimento sobre a origem dos alimentos consumidos diariamente. Essa conexão também evoca memórias afetivas e um senso de pertencimento, como relata a diretora ao observar a receptividade do público. O produtor Nivaldo Aparecido Porto, do Porto Café, exemplifica essa realidade, trabalhando há cinco anos com a produção familiar de café, quiabo, verduras e outros itens, vendendo principalmente por redes sociais e em feiras locais, destacando o caráter artesanal e familiar de sua produção.

