Uma operação conjunta, determinada pela Justiça, foi realizada na tarde desta quarta-feira (17) em um imóvel no bairro Águas Claras, em Brusque, para sanar um grave problema de saúde pública que se arrastava há cerca de dois anos. A ação, detalhada pela diretora de Vigilância em Saúde da Prefeitura de Brusque, Carol Maçaneiro, mobilizou secretarias municipais e órgãos de segurança para intervir em uma residência ocupada por um reciclador que se tornou acumulador.
Segundo Carol Maçaneiro, a situação na residência era acompanhada pela Vigilância em Saúde há dois anos, principalmente em relação ao combate à dengue. Apesar de orientações, notificações e autos de infração emitidos pela Vigilância Sanitária, não houve regularização, o que levou ao encaminhamento do caso ao Poder Judiciário. A Justiça determinou, então, a limpeza imediata do imóvel para eliminar os riscos iminentes à saúde pública.
A força-tarefa contou com o apoio da Secretaria de Obras, Defesa Civil, Guarda de Trânsito e Polícia Militar. A Defesa Civil foi acionada para avaliar a segurança de uma garagem que apresentava riscos estruturais aos trabalhadores envolvidos na limpeza. A diretora ressaltou que, embora a demora possa gerar questionamentos da população, a Prefeitura seguiu rigorosamente todos os trâmites legais para garantir a proteção dos servidores e evitar futuros problemas, incluindo a necessidade de dar prazos para o proprietário e ocupante regularizarem a situação.
Além do acúmulo de materiais recicláveis, a equipe encontrou outras irregularidades alarmantes, como uma tubulação de esgoto a céu aberto sob a residência, aumentando o risco de proliferação do mosquito da dengue e a presença de roedores, aranhas e até gambás. O mesmo morador já havia sido alvo de uma ação semelhante no bairro Poço Fundo no ano anterior. A Prefeitura notificou o proprietário, que também é responsável pela situação, e o imóvel já acumula multas de aproximadamente R$ 22 mil. As despesas da ação serão incorporadas como dívida ativa, impedindo movimentações no imóvel até a regularização. A diretora enfatizou que o morador necessita de acompanhamento social e psicológico contínuo, pois o acúmulo se configurou como uma questão de saúde.

