Os hospitais Azambuja, Dom Joaquim e Imigrantes, localizados em Brusque, receberão um aumento substancial nos repasses mensais provenientes do governo do estado de Santa Catarina. A medida, oficializada por meio de uma portaria publicada no Diário Oficial do Estado no final de julho, integra o Programa de Valorização dos Hospitais e entra em vigor a partir da parcela referente a julho, paga em agosto. Essa revisão semestral, conduzida pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), visa adequar os valores ao custeio e à produção dos serviços hospitalares.

O Hospital Azambuja será o maior beneficiado em termos absolutos, com um aumento que ultrapassa R$ 1,1 milhão em seu repasse mensal, elevando-o de R$ 1,62 milhão para aproximadamente R$ 2,75 milhões, um crescimento de 69%. Este valor inclui o custeio de oito leitos de UTI pediátrica por 18 dias. Com essa atualização, o Azambuja se posiciona como o segundo hospital a receber o maior repasse estadual, superando unidades como o Santo Antônio e o Santa Isabel, ambos de Blumenau, e ficando atrás apenas do Hospital Marieta Konder Bornhausen, de Itajaí.

No Hospital Imigrantes, o repasse mensal passará de R$ 1,13 milhão para R$ 1,25 milhão, um acréscimo de R$ 120 mil (10%). Já o Hospital Dom Joaquim terá o maior salto proporcional, com seu repasse aumentando de R$ 50 mil para R$ 300 mil, um crescimento de 500%. Essa elevação nos repasses reflete a evolução das unidades em termos de estrutura, serviços prestados e classificação dentro do programa estadual. O valor total destinado aos hospitais contemplados no programa subiu de R$ 26,8 milhões para R$ 31,5 milhões mensais.

Segundo o secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi Silva, o aumento dos repasses é uma resposta direta à expansão das linhas de alta complexidade e dos serviços oferecidos pelos hospitais desde a implementação do programa. Ele destacou que unidades como o Azambuja e o Imigrantes têm incorporado novas especialidades, como oncologia, e ampliado UTIs, enquanto o Dom Joaquim evoluiu de porte 1 para porte 3. As instituições hospitalares, por sua vez, confirmaram a evolução em indicadores de atendimento, aquisição de tecnologias e ampliação de leitos, justificando a necessidade de um repasse mais condizente com a realidade operacional para garantir a continuidade e a qualidade dos serviços prestados à população.