Em visita a Brusque nesta sexta-feira, 5, o ex-prefeito de Chapecó e pré-candidato ao governo de Santa Catarina, João Rodrigues (PSD), direcionou críticas ao atual governador, Jorginho Mello (PL). Em entrevista, Rodrigues destacou a "atitude" como diferencial de sua candidatura em relação a Mello, ambos situados no campo da direita. Ele apontou a falta de ação do governador em Brasília como um dos principais problemas.

Rodrigues acusou Jorginho Mello de "se negar a ir a Brasília" e de não ter marcado nenhuma audiência com o presidente da República durante seu mandato, algo que, segundo ele, nenhum outro governador do Brasil fez. O pré-candidato também criticou a decisão de Mello em apoiar a candidatura de Carlos Bolsonaro ao Senado por Santa Catarina, classificando-a como uma "escolha partidária" em contraste com seu próprio projeto de estado, que conta com o apoio de ex-governadores e partidos consolidados.

O pré-candidato também citou exemplos de descaso com a região, como o adiamento da obra da barragem de Botuverá, que estava licitada e teria sido paralisada por "priorizar a política partidária". Rodrigues expressou surpresa com a falta de andamento na duplicação da rodovia Ivo Silveira, que liga Brusque a Gaspar e Blumenau, apesar da divulgação da propaganda "Estrada Boa". Ele ressaltou que a região tem sido "vítima" deste modelo de gestão.

Ao comentar a influência da família Bolsonaro na campanha, Rodrigues afirmou que, apesar de admirar o ex-presidente Jair Bolsonaro, não é "mandado por ninguém" e que a influência dos Bolsonaro em Santa Catarina pode até contribuir com Jorginho Mello, mas não será decisiva. Ele defendeu a autonomia do eleitor catarinense, descrito como "intelectualizado" e com "vontade própria", incapaz de aceitar imposições vindas de fora do estado.