O Tribunal do Júri de Brusque proferiu nesta quinta-feira, 16 de julho de 20206, mais uma condenação referente ao brutal assassinato de Alessandro Santos Silva, de 18 anos, ocorrido na noite de 5 de agosto de 2023. A vítima foi encontrada dias após o crime, nas águas do rio Itajaí-Mirim. A investigação apontou que o homicídio foi motivado por uma disputa entre facções criminosas rivais que atuam na região, evidenciando a escalada da violência urbana.

O réu, considerado culpado pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver, recebeu uma pena de 19 anos e quatro meses de reclusão, a ser cumprida em regime inicial fechado. A Justiça também determinou a manutenção de sua prisão preventiva, reforçando o compromisso com a segurança pública. Esta sentença representa um passo importante na conclusão de um caso que chocou a comunidade local pela crueldade empregada e pela tentativa de ocultar o corpo da vítima.

Este julgamento soma-se a outras cinco condenações proferidas em junho de 2025, cujas penas variaram entre 25 e 35 anos de prisão. Os réus anteriores foram sentenciados por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e participação em organização criminosa armada. As investigações detalhadas pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) revelaram que o crime teve início em uma loja de conveniência, onde a vítima teria feito comentários sobre sua antiga ligação com facções, desencadeando uma reação violenta.

Conforme a denúncia, após ser agredida violentamente e arremessada escada abaixo em seu próprio apartamento, a vítima foi colocada no porta-malas de um carro. Posteriormente, foi levada para um local não identificado, onde recebeu um golpe fatal na cabeça antes de ser lançada no rio Itajaí-Mirim. O corpo foi localizado apenas em 12 de agosto de 2023. A perícia confirmou asfixia por afogamento como causa da morte, além de uma lesão na cabeça. O caso é tratado como um crime de extrema violência praticado por membros de organização criminosa, com qualificadoras como motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.