Em Brusque, dados do Serviço de Atenção Especializada (SAE) da Secretaria de Saúde mostram que, em 2026, já foram registrados 11 casos de tuberculose. Atualmente, 21 pessoas estão em tratamento no município. Em 2025, foram 50 atendimentos relacionados à doença.
Celebrado em 24 de março, o Dia Mundial de Combate à Tuberculose chama a atenção para a prevenção, o diagnóstico e o tratamento da doença.
A doença é causada por uma bactéria que atinge principalmente os pulmões e é transmitida pelo ar, por meio da tosse, fala ou espirro de pessoas infectadas. O risco de contágio é maior em ambientes fechados e com pouca ventilação.
Entre os principais sintomas estão tosse persistente por três semanas ou mais, febre no fim do dia, suor noturno, cansaço e perda de peso sem causa aparente. Em alguns casos, especialmente quando a doença já está mais avançada, pode haver também a presença de sangue ao tossir. Ao perceber esses sinais, a recomendação é procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para avaliação e encaminhamento.
O tratamento tem duração média de seis meses e precisa ser seguido corretamente até o fim. Sem acompanhamento adequado, a tuberculose pode evoluir para formas mais graves e levar à morte. Tanto os exames quanto a medicação e o acompanhamento são oferecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Em Brusque, o atendimento e o monitoramento dos pacientes são realizados pelo SAE, que acompanha os casos ao longo de todo o tratamento.
“A tuberculose tem tratamento e cura. O mais importante é que a pessoa procure atendimento ao perceber os sintomas e mantenha o acompanhamento durante todo o período indicado”, comenta a enfermeira coordenadora do SAE, Gisele Pruner Koguchi.
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A Organização Mundial da Saúde (OMS) cobra maiores esforços para erradicar a doença e ampliar o acesso a novas tecnologias, incluindo testes diagnósticos que podem ser feitos no próprio local de atendimento e swabs de língua que detectam a bactéria mais rapidamente.
Em nota, a entidade destacou que as novas tecnologias representam mais um passo rumo à detecção precoce e ao tratamento mais rápido de uma das doenças infecciosas mais mortais do mundo.
“Esses testes portáteis e fáceis de usar aproximam o diagnóstico da tuberculose dos locais onde as pessoas normalmente buscam atendimento”.
A OMS informa que esses testes custam menos da metade do preço de exames moleculares já existentes e podem ajudar diversos países a expandir o acesso à testagem.
"Os testes podem funcionar por meio de bateria e fornecem resultados em menos de uma hora, permitindo que os pacientes iniciem o tratamento mais cedo”, completou a nota.
Em todo o mundo, mais de 3,3 mil pessoas morrem por dia vítimas da doença. Os números da agência mostram ainda que há 29 mil novos casos de tuberculose por dia.
“Os esforços globais para combater a tuberculose salvaram cerca de 83 milhões de vidas desde 2000; no entanto, os cortes no financiamento global da saúde ameaçam reverter esses avanços”.
“A adoção de ferramentas de diagnóstico rápido tem sido um desafio em muitos países, em parte, devido aos altos custos e à dependência do transporte de amostras para viabilizar os testes em laboratórios centralizados”, destacou a entidade.
Para a entidade, esses esforços podem contribuir para alcançar metas globais de acesso aos testes de tuberculose e resistência a medicamentos, além de reduzir atrasos no início do tratamento e conter a transmissão.
Dados do Boletim Epidemiológico Tuberculose 2025, do Ministério da Saúde, mostram que 84,3 mil pessoas contraíram a doença no país em 2024 – uma incidência de 39,7 casos para cada 100 mil habitantes. Nesse período, foram contabilizados ainda mais de 6 mil óbitos.
Os maiores coeficientes de incidência foram observados no Amazonas (94,7 por 100 mil), no Rio de Janeiro (75,3 por 100 mil) e em Roraima (64,3 por 100 mil).
Na mortalidade, considerando os dados consolidados de 2023, os destaques foram Amazonas, (5,1 por 100 mil), Pernambuco (4,8 por 100 mil) e Rio de Janeiro (com 4,6 por 100 mil).

