A categoria dos trabalhadores das indústrias do vestuário em Brusque, Guabiruba e Botuverá deu um passo significativo em direção à definição de suas condições de trabalho para o período 2026/2027. Em uma assembleia realizada no último sábado, 18, pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Vestuário (Sintrivest), os profissionais aprovaram um conjunto robusto de reivindicações que servirão de base para as negociações da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) com o sindicato patronal. A data-base da categoria é 1º de setembro.
Entre os pontos centrais aprovados está a instituição de um piso salarial unificado no valor de R$ 2.700. Além disso, os trabalhadores pleiteiam um reajuste salarial que cubra integralmente a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), acrescido de um ganho real de 5% para aqueles que já recebem acima do novo piso. Outra demanda importante é a redução da jornada de trabalho semanal para 40 horas, sem que isso implique em diminuição do salário atual, além de um abono de R$ 500 a ser pago na data-base.
A pauta aprovada pelo Sintrivest vai além das questões salariais e econômicas, contemplando uma série de benefícios e direitos. Estão incluídos o pedido por um adicional noturno de 35%, um aumento no valor do cartão-alimentação para R$ 500 e um auxílio-creche de R$ 350. Adicionalmente, os trabalhadores buscam o reembolso de 50% das despesas com medicamentos, a ampliação das faltas legais justificadas, uma licença remunerada específica para a realização de exames, a garantia de assistência sindical durante o processo de rescisão de contrato de trabalho e a extensão da licença-maternidade para seis meses.
Segundo a presidente do Sintrivest, Marli Leandro, a assembleia representa o marco inicial do processo negocial, onde as demandas dos trabalhadores são formalizadas para serem apresentadas ao setor patronal. "É quando os trabalhadores aprovam o rol de reivindicações que será levado ao sindicato patronal. Além das cláusulas econômicas, debatemos propostas que buscam ampliar direitos, fortalecer benefícios e melhorar o poder de compra e a qualidade de vida da categoria", explicou Leandro. Ela ressaltou que muitas das solicitações surgiram de demandas recorrentes dos próprios trabalhadores ao longo do ano, focadas em necessidades familiares e acompanhamento de saúde. O Sintrivest agora se prepara para iniciar as rodadas de negociação com o sindicato patronal nas próximas semanas, com o objetivo de firmar a nova CCT.

