A Câmara Municipal de Brusque aprovou a constituição de uma Comissão Especial com o objetivo primordial de acompanhar, fiscalizar e monitorar todas as ações, contratos, obras e demais procedimentos relacionados à implantação e expansão do serviço público de esgotamento sanitário na cidade. A proposta, que reuniu cinco assinaturas, foi formalizada por Joubert Lungen (Podemos), Alessandro Simas (PP), Paulinho Sestrem (PL), Jean Pirola (PP) e Leonardo Schmitz (PL), sendo endereçada ao presidente da Casa, Jean Dalmolin (Republicanos).
O requerimento para a criação desta comissão foi protocolado com o número suficiente de assinaturas para sua formação automática. Paralelamente, um outro pedido para a criação de uma comissão similar, apresentado pela vereadora Bete Eccel (PT), não chegou a ser votado. O requerimento de Eccel possuía apenas três assinaturas, incluindo a sua, de Rick Zanata (Novo) e Felipe Hort (Novo), e foi preterido em favor da iniciativa que já contava com o apoio necessário.
A vereadora Bete Eccel manifestou sua insatisfação e indignação com a forma como a comissão foi articulada. "Fica a minha indignação. Toda a base do governo está dentro desta comissão. A aprovação do meu requerimento era a única maneira de garantir a minha presença na comissão. Eu tenho muita preocupação em relação a isso", declarou. Esta não é a primeira vez que Eccel se posiciona de forma contrária a temas relacionados ao saneamento; na semana anterior, ela criticou um projeto que modificou a Política Municipal de Saneamento Básico e a estrutura de comando do setor, sendo a única a votar contra a proposição.
Em resposta às críticas, o líder do governo na Câmara, vereador Paulinho Sestrem (PL), minimizou as preocupações de Bete Eccel, classificando-as como um disfarce de "oposição cega". Sestrem expressou confiança na capacidade dos vereadores membros da comissão em desempenhar seu papel fiscalizatório com a devida diligência. "A vereadora nunca subiu uma vez aqui para elogiar, tem que elogiar um pouquinho também. É sempre uma preocupação. Vamos dar um pouco de crédito também", ponderou. A Comissão Especial terá um prazo de funcionamento de 180 dias e um limite de despesas de R$ 10 mil, com o intuito de assegurar maior transparência nos investimentos e obras, além de avaliar os impactos sobre a população, mobilidade urbana, meio ambiente e a qualidade dos serviços prestados.

