Os vereadores de Brusque criticaram a quantidade de projetos enviados à Câmara pela prefeitura em regime de urgência durante a sessão ordinária nesta quinta-feira, 16. Quatro projetos foram aprovados.
São eles: a criação de 16 cargos comissionados, a aprovação de reajuste salarial para professores da educação básica, a reestruturação de carreiras do serviço público e a alteração na jornada de trabalho de cargos públicos.
“O regimento desta Casa está sendo rasgado. Merecemos um pouco mais de respeito, para que possamos, com tranquilidade, não cometer nenhum equívoco. Isso parece uma desorganização total do Poder Executivo, que faz, com isso, uma câmara de palhaços”.
Já a vereadora Bete Eccel (PT) reafirmou o compromisso da Casa em verificar os projetos e que os documentos apresentados nesta quinta não puderam ser analisados de forma completa.
“Nós precisamos ter esse respeito. Me sinto indignada. Se não tivéssemos tomado esse tempo para discutir esses projetos, o compromisso que iria sobrar para nós depois seria grande”, diz.
O vereador Felipe Hort (Novo) solicitou ao presidente Jean Dalmolin uma consulta se havia alguma irregularidade na pauta em relação aos projetos em regime de urgência. Em resposta, o presidente afirmou que não havia nenhuma irregularidade e que os projetos tiveram oito votos para serem apresentados.
“Há uma exceção à regra de 24 horas para pautar um projeto e, como havia oito assinaturas para análise dos projetos, decidimos por mantê-los”, diz Jean.
Na tribuna, Felipe reafirmou a necessidade de pautar o projeto que cria 16 cargos comissionados na sessão desta quinta. “Os cargos poderiam até ser necessários, mas eu não tive tempo de olhar”, afirma.

