A decisão da Prefeitura de Brusque de manter o funcionamento normal das unidades de saúde e das escolas durante o jogo decisivo da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, nesta segunda-feira, 29, gerou questionamentos entre parte dos servidores municipais.
Após as manifestações, o prefeito André Vechi publicou um vídeo nas redes sociais para explicar os motivos da medida e rebater as críticas.
O decreto nº 10.753/2026 estabelece expediente das 7h às 13h apenas para os setores administrativos da prefeitura e das autarquias.
Já os serviços considerados essenciais, como saúde e educação, seguem funcionando normalmente durante a tarde.
Nas redes sociais da prefeitura, servidores criticaram a diferença de tratamento entre as categorias e questionaram por que apenas parte do funcionalismo terá o expediente reduzido.
No vídeo, Vechi afirmou que a decisão foi tomada após conversar com representantes do setor produtivo e que a maior parte das empresas da cidade manterá as atividades durante a tarde.
Segundo ele, trabalhadores da saúde e da educação poderão acompanhar a partida nos próprios locais de trabalho, desde que o atendimento à população não seja prejudicado.
"O pessoal da saúde e da educação pode assistir ao jogo. Quem estiver atendendo um paciente em uma situação urgente vai priorizar esse atendimento, mas ninguém está sendo impedido de acompanhar a partida".
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O prefeito também argumentou que suspender as aulas prejudicaria milhares de famílias, já que muitos pais estariam trabalhando normalmente durante o horário do jogo.
"Se comércio, indústria e empresas vão funcionar, não faz sentido cancelar as aulas e obrigar milhares de pais a faltar ao trabalho para ficar com os filhos".
Ao responder às críticas sobre o expediente reduzido do setor administrativo, Vechi afirmou que não há privilégios entre as categorias.
Segundo ele, os servidores administrativos iniciarão o expediente mais cedo e poderão compensar as atividades, enquanto serviços essenciais precisam ser prestados no horário previsto.
O prefeito também disse que pretende assistir à partida em uma escola da rede municipal, ao lado de professores e estudantes, e reforçou que continuará trabalhando durante o dia.
"Eu não vou prejudicar toda uma cidade em detrimento de um grupo de servidores que quer assistir o jogo em casa. Sempre que eu tiver que escolher, vou ficar do lado do interesse público e da maioria da população".

