O cachorro resgatado com sinais de maus-tratos em Brusque na terça-feira, 24, segue internado em estado grave, conforme atualização divulgada nesta quarta-feira, 25.
O animal apresenta quadro clínico severo, com comprometimento geral da saúde após período prolongado de negligência.
De acordo com a avaliação veterinária, o cão, sem raça definida e com cerca de cinco anos, está paraplégico, sem capacidade de locomoção das patas traseiras, mas ainda com sensibilidade à dor.
Esse quadro indica que, apesar da imobilidade, o animal permanece em sofrimento físico contínuo.
O exame também apontou desnutrição severa, com perda acentuada de massa muscular, além de desidratação. Os profissionais destacam que o estado é compatível com privação prolongada de alimentação e água.
Outro indicativo de negligência são lesões na pele, como escaras já cicatrizadas, que sugerem que o cachorro permaneceu imobilizado por longos períodos, sem cuidados básicos. A pele ainda apresenta sensibilidade elevada, o que pode intensificar a dor.
Além disso, o animal apresenta doença periodontal, com inflamação gengival e acúmulo de tártaro, e um quadro de otite, com suspeita de infecção bacteriana e fúngica.
A equipe veterinária aponta que o conjunto das condições evidencia negligência contínua, com ausência de cuidados essenciais.
O cão segue internado, passando por exames complementares e recebendo tratamento intensivo.
O animal foi resgatado pela Polícia Civil em uma residência no bairro Primeiro de Maio. No local, ele foi encontrado confinado dentro de uma caixa plástica, coberta por outra, o que impedia completamente sua movimentação.
Durante a ação, que contou com apoio de uma protetora independente, os agentes também identificaram sinais evidentes de maus-tratos, como fraturas nas patas traseiras e estado de desnutrição.
O tutor foi preso em flagrante e encaminhado à Delegacia de Investigação Criminal (DIC). Após os procedimentos, ele foi levado à Unidade Prisional de Brusque, onde permanece à disposição da Justiça.

